
Nossa Senhora de Fátima

Santo António

São José

Sagrado Coração de Jesus
Este blog, tem por objectivo dar a conhecer tudo aquilo que diz respeito a estas duas aldeias do Concelho de Carrazeda de Ansiães...(Mogo de Ansiães/Mogo de Malta) Por essa razão são sempre bem vindos contributos de todos os que de alguma forma, a elas estão ligados... Envie o seu contributo/sugestão, através do e-mail ccrmogos@gmail.com, nós agradecemos!!
No passado dia 23 de Julho de 2006, integrados nas festas em Honra de Nª Sª da Saúde, realizaram-se os jogos tradicionais no Santuário, junto à capela. 
Numa bela tarde, pega na tua merenda e na bicicleta, ou então se quiseres, mesmo a pé, vem dar um passeio pela Calçada do Mogo.
Inicia o teu percurso junto ao moinho do vento e desce a calçada romana, no fim desta, vira à esquerda e percorre todo o caminho rural em direcção à Igreja Matriz de Santa Catarina.
Esta calçada era a via de comunicação que ligava o Mogo a Freixiel.
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe estão ligadas à comemoração do início da Primavera, na Grécia Antiga, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.
Por seu turno, em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a mãe dos deuses romanos. O dia dedicado a esta deusa foi criado cerca de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo da Quaresma (os 40 dias antes da Páscoa) um dia chamado "O Domingo da Mãe", dedicado a todas as mães inglesas. No Domingo da Mãe, aos trabalhadores era mesmo concedido um dia de folga e estes eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
O Cristianismo instituiu a festa da "Igreja Mãe", verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do "Domingo da Mãe".
Nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe e suas colegas no ano de 1872, que se uniram para lutar contra a guerra e, segundo elas, o Dia da Mãe seria um dia de paz.
O verdadeiro Dia da Mãe está associado a Anna Jarvis, que aos 41 anos de idade perdera a sua mãe. Tal como a sua irmã Elisinore, sentiu uma grande e irremediável perda o que as levou a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães.
Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familiares.
Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.
Os seus esforços não tiveram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe.
Para embelezar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo das mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.
A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.
Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.
Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado até há bem pouco tempo, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio.
Dia da Mãe no mundo
2º Domingo de Fevereiro – Noruega
2º Dia da Primavera – Líbano
4º Domingo da Quaresma – Inglaterra
1º Domingo de Maio – Portugal
2º Domingo de Maio – Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica
10 de Maio – México
Último Domingo de Maio – Suécia
2º Domingo de Outubro – Argentina
8 de Dezembro – Espanha

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Estes são os primeiros pilares da obra do Lar Nossa Senhora da Saúde, que no próximo dia 13 de Março, comemora os quinze anos da primeira inauguração, e um ano da sua ampliação. As próximas fotos vão fazer o filme deste longo e difícil percurso. Houve diversos percalços e muitas alegrias no decorrer destes anos, hoje orgulhamo-nos em ver esta casa que alberga uma grande família constituída pelos nossos queridos avós, pais e amigos.
Deixe a estrada nacional, vire à esquerda ou à direita, conforme venha de Sul ou do Norte e a alguns metros de distância, junto de algumas vivendas modestas mas lindas e branqueadas a lembrar-nos o véu das noivas que vão pedir a bênção do Senhor para o seu enlace matrimonial vai deparar com a igreja paroquial a mostrar exteriormente a bela cantaria da nossa região. Entre e encontrará no interior da igreja uma linda capela mor com belas pinturas modernas, e ai poderá adorar o S.S. Sacramento (dono da casa).Vemos à sua esquerda a imagem da padroeira da freguesia - S. Catarina de Alexandria e à direita a de N. Sra. do Rosário. Tem outros altares de N. Sra. da Conceição, do Sagrado Coração de Jesus, de N. Sra. de Fátima e Senhor dos Passos.
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Uma última procura de responsabilização pelo declínio das nossas formas mais nobres de cultura popular.
Um destes dias, um dos homens mais simples do nosso povo deu pela falta de grande parte da sua identidade, das suas raízes e da sua alma. Então, com a urgência que uma grande aflição sempre trás, deitou a correr ofegante, procurando em quase todas as portas do lugar. Bateu com os dedos na da casa dos seus próprios pais e perguntou lhes:
- Porque não me transmitiram tudo o que os meus avós vos ensinaram? Porque não fizeram comigo o que eles com muito amor e carinho fizeram por vocês?
- Nós?! Nós não! - disseram eles - educamos-te para o dia de hoje, para seres ambicioso, competitivo, agressivo e seres líder. É certo que pouco tempo tivemos para ti. Lembras-te de como a tua mãe te deixava comida feita e de como eu andava sempre por fora? Mas, é certo que sempre houve em casa livros e dinheiro para poderes aprender os provérbios, as canções de embalar, as orações da tua avó ou as receitas tradicionais de cozinha. Por isso, a culpa não é nossa, não fomos nós certamente que te roubámos a tua identidade, as tuas raízes e a tua alma.
De seguida, este homem simples bateu à porta da escola onde tinha estudado anos antes e perguntou:
- Sr. Professor você ensinou-me tudo o que sei, mas não me reconheço em mim, sinto-me desenraizado e hoje perguntou-lhe se não será você um dos culpados.
- Quem, eu?! Eu não! Cumpri sempre os programas a que fui obrigado, os números, as letras, e como sabes fiz isso bem; era preciso preparar-vos para exames exigentes e nunca tive muito tempo para vos falar sobre o meio e sobre as gentes. Mas não, não fui eu certamente que roubei a tua identidade as tuas raízes e a tua alma.
- Depois deste encontro, o homem simples continuou na sua procura e bateu à porta da igreja.
- Eu? Eu não! - disse-lhe o padre - se te baptizaram apenas porque é tradição, se casaste porque é tradição, que culpa tenho eu? Se não vinhas à catequese, se a Palavra da Liturgia sempre te disse pouco, se a tua cultura espiritual foi sendo cada vez menor, o que é que eu podia, ou posso fazer? Não, eu não! Não sou de certeza quem te rouba a tua identidade, as tuas raízes e a tua alma.
Foi então que este homem simples, bateu à porta do político com mais responsabilidade pelo povo e perguntou-lhe:
- Foi então você que ao longo de todos estes anos me roubou tudo aquilo que por dinheiro deveria ter?
Eu? Eu, não! Nós vivemos no meio, mas acreditamos no progresso e não no passado - Portugal não pode parar - vivemos numa época de cimento e não de granito ou xisto, apenas uma minoria gosta de música de raiz popular mas são as maiorias que nos elegem e estas gostam é de ouvir pop, rock e pimba. É preciso vender e divertir! E mais, vamos importar mais jeans, mais máquinas de jogos, mais rock, mais hamburgarias e tudo isso representa um esforço que nos custa milhões. Portanto, a culpa não é minha. Não, não sou eu certamente que te rouba a tua identidade, as tuas raízes e a tua alma. Tudo o que tens a fazer é adaptares-te às novas realidades para não ficares atrasado.
Este homem, de quem sou irmão, parou depois do que ouviu. Subiu ao cimo da parede mais alta e intransponível do lugar e observou toda a região: viu então as igreja substituídas por hipermercados, sorrisos hipócritas aos balcões das lojas, as danças do terreiro e das eiras serem substituídas pela demência dos decibéis nas colunas das discotecas nocturnas, os jovens apaixonados por motas e por sexo fácil, os riscos a que imensas famílias se sujeitaram aos bancos dos tribunais, gente correndo como formigas sem tempo para sentir a vida, os campos por cultivar e fábricas à beira da falência ou fingindo a falência, gente e gente divorciada por terem acreditado no amor, alunas de Escolas Secundárias que se prostituem por droga, homens e homens que eram bons e honestos, mas que agora sentem a necessidade de matar, humanistas desesperados por uma lei que permita abortar, meios de informação televisivos que visam anular o raciocínio das massas, a falta de valores e de verdadeiras vocações, o desejo de cada um de ter poder, ambição e de um dia poder controlar o mundo à sua maneira.
Este homem simples - e repito do qual sou irmão - foi então bater à porta do monstro com o coração muito pequenino. Encontrou a besta a dormir com um olho sempre aberto e de olhar fixo. Não ousou dizer uma palavra. Puro era o nojo na sala. Então, a besta sempre com o mesmo ar hipócrita do nosso dia-a-dia respondeu com voz seca e segura.
- É uma pena que te tenhas tornado consciente, terei que fazer alguma coisa por isso, quanto ao resto não, não fui certamente eu que te tirei a tua identidade, as tuas raízes e a tua alma.
Agora, eu que te escrevo, leitor, e que neste momento de abatimento e tristeza me sinto só, vou contar-te o seguinte: fui hoje visitar esse homem que bateu de porta em porta, Ninguém respondeu quando chamei pelo seu nome e entrei. Na sala, lá estava ele sozinho sentado na velha cadeira de baloiço. Com um gesto simples toquei-lhe no seu rosto furugado mas sereno - Estava morto!
António Nunes
in:"Arco Iris nº4 - Centro Cultural e Recreativo de Mogos"
